Os bailes e o chibo
Era um bailarico; andavam a bailar com a gente e depois começavam a engraçar e depois naquela coisa… Pronto, começavam a andar atrás da gente, a andar atrás da gente… Depois se a gente engraçava, engraçava; quando não engraçava, acabava-se: nunca mais bailava com ele. Era assim.
Antigamente, um rapaz para beijar uma rapariga, a rapariga ficava logo presa como o macaco! Era. A rapariga, um homem que desse um beijo, a rapariga ficava logo com uma vergonha! Parece que, para ela, faz de conta que era a honra dela!
Depois havia também aquelas raparigas que namoravam um rapaz e depois não se ralavam nada em ir [bailar aos domingos]. Depois eles… Ou eles não gostavam delas, começavam a bailar com outras. Começavam a bailar com outras. Muitas vezes elas também largavam-nos ou iam bailar com outros. Depois era o chibo. Olha, já lhe deu um chibo. Depois começava tudo a berregar! Era os homens todos a berregar. Quando notavam aquilo, começava tudo a berregar: ficava toda a gente a saber que havia um chibo lá. É! Mé, mé, mé, mé!... Era só a gritar assim. E a assobiar. Era! Lá na festa toda a gente havia de sabir que tinha havido um chibo!