Memoria Imaterial CRL
Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - patrimónios, artes e culturas

M E M O R I A M E D I A

e-Museu do Património Cultural Imaterial

O Inicio do Rancho

    • António Lagarto Gonçalves

    • Nascimento:1932

    • Residência: Portalegre, Bairro da Boavista.

    • Actividade profissional: Reformado (Escrivão da Comissão Executiva Fiscal da Câmara Municipal de Portalegre).

    • Função no GFCB: Fundador

    • Entrevista: 2010/2/11_ Portalegre_Sede do GFCB

"Aí, nós, o Sr. Vidal (que trabalhava aqui no Banco Pinto & Sotto Mayor, aqui junto ao Café Alentejano) era aqui pessoa que frequentava muito o bairro e ele começou a entusiasmar-nos e daí nós (começamos) a pensar em comprar roupas e ele…

Mas, pronto, depois também não havia sala para ensaiar. Fomos ao encontro da Câmara e a Câmara cedeu-nos onde era um casão, onde hoje é o Centro Cultural, aquilo eram uns casões velhos, chovia lá. Muitas das vezes eles a ensaiar tinham que se desviar de um determinado local para o outro. Aquilo era cimento, mas era a única coisa que tínhamos para poder ensaiar.

Fomos ensaiando, começámos então a adquirir a roupa que fazia falta e também nós tínhamos dificuldades – não tínhamos dinheiro, as entidades também não nos podiam ajudar. Fomos para o banco: levantava eu o dinheiro (era levantado em meu nome), o Carlos Fabião Vintém era ao fiador, noutras era eu o fiador e o Carlos Fabião levantava. De maneira que só assim foi possível a gente conseguir fazer aquilo que fez naquela altura, porque a época era muito crítica e havia muita dificuldade e as entidades oficiais pouco ajudaram.

Nós tivemos também duas pessoas amigas, uma foi o Sr. Hermínio Garcia de Castro (que ainda hoje existe o estabelecimento), nós chegámos a dever lá trinta contos, naquela altura, e íamos pagando à medida que podia ser que era [interrupção de som] que assumíamos a responsabilidade. Outro era uma casa de calçado, que era sapataria, que era o meu pai que tinha uma sapataria na rua da Cooperativa e nos fornecia o calçado e a gente pagava quando podia. De maneira que só assim foi possível a gente conseguir organizar e fazer avançar o grupo."

 

 

 

 

 

 

 


 

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