Memoria Imaterial CRL
Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - patrimónios, artes e culturas

M E M O R I A M E D I A

e-Museu do Património Cultural Imaterial

Depois das 1ªs Apresentações

  • Álvaro Parreira

  • Nascimento: 1935

  • Residência: Residente na Freguesia da Sé. Portalegre

  • Actividade profissional: Reformado (Funcionário Público)

  • Função no GFCB: Fundador

  • Entrevista: 2010/2/8_ Portalegre_Sede do GFCB


"Nós já tínhamos a certeza de ter o material, a matéria, não é? A consciência tranquila de que podíamos fazer bem às crianças e aos pais, não é? A consciência e a vaidade (também natural) de que podíamos – a nossa, desses três – de que podíamos dar alguma coisa à nossa terra e aos nossos filhos… Independentemente, claro, não se pode negar, havia também isso, a vaidade! Um pouco de vaidade pessoal de que nos obrigava a dizer: – sim, senhor! Isto tem mesmo que ser. – E foi feito!

Depois da marcha, um mês depois, é inaugurado o Rancho Folclórico. Que é ensaiado pelo Sr. Vidal que aceitou, que pôs nas dançase nos trajos, que foi emprestado para… Pôs as danças no rancho e que levou ao Seminário de Portalegre [a] inaugurar.

Logo, portanto, inaugurar! O Rancho! Que já fez dez a doze danças, evidentemente, preparadas pelo Sr. João Vidal, não é? E… Carácter Alto Alentejano!

Porque aqui a cidade de Portalegre, como a senhora há-de compreender, tinha muito pouca!

Os primeiros rapazinhos que vieram também ajudar porque não se juntavam tantos rapazes aqui no bairro da Boavista quantos eram os necessários. E os primeiros rapazinhos que vieram para o Rancho da Boavista eram ali do Internato.

Não só conseguimos vingar em relação ao Rancho Folclórico que, para além depois de inauguração no Seminário, logo oito dias depois fez-se a abertura das festas na Senhora de Santana. E, a partir daí, é como que um foguete que vai à lua, não é? Sem problema. Como eu lhe disse há pouco, com a ajuda, com a mãozinha de Nossa Senhora, não é? E a crença de Nosso Senhor Jesus Cristo foi… Sem vaidade dos seus dirigentes, embora hoje possa parecer. [Risos] Não é vaidade, minha senhora. É consciência tranquila de uma coisa que foi feita. Com muita paciência, com muito sacrifício, com muita lambada (não agressão, não é?), mas com muita lambada.

O grupo, nessa altura, minha senhora, e durante alguns anos, teve três grupo. Chamava-lhe a gente aos mais velhinhos – os adultos, chamávamos os juvenis aos outros do meio, e os infantis. E tinha, pelo menos, os adultos tinham oito pares; os outros oito pares e os infantis seis. E depois, mais tarde, oito. Eram sessenta e… Vimo-nos gregos para dar conta de tanta camioneta! Depois veio só a ficar… Depois o grupo do meio foi extinto com o crescimento e… Deixou de existir o Juvenil e passou apenas a ser o Infantil e a secção mais, chamava-lhe a gente adulta porque eram grandes já. Eram grandes. Mas eles, alguns tinham quinze anos e catorze e dezasseis e dezassete…"

 

 

 


 

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