Memoria Imaterial CRL
Instituto de Estudos de Literatura e Tradição - patrimónios, artes e culturas

M E M O R I A M E D I A

e-Museu do Património Cultural Imaterial

Saídas nos anos 80

  • Nome: Armindo Martins Santana

  • Ano de nascimento: 1956

  • Residência: Portalegre (freguesia da Sé)

  • Actividade profissional: Funcionário dos CTT

  • Função na Sociedade Musical Euterpe: Anterior maestro e músico

  • Entrevista: 2010/2/10_ Portalegre_Sede da Sociedade Musical

"Em 82, através do Ministério da Cultura começou a haver umas formações a nível do país de formação de regentes para as bandas filarmónicas. E aí eu participei a primeira vez. Depois, nessa altura, estava o Sr. Armando Reigota – o Sr. Armando Reigota foi, por efeitos de profissão, promovido de posto e teve que rodar. Ficou o Sr. Fandango e eu sempre continuei formando músicos.

E, nessa altura, a banda foi indo. Tínhamos a Espanha (isso foi em quê? Ora, 81.) Em 81 nós tínhamos o mercado aqui de Valência, São Vicente de Alcântara, que são essas terrinhas aqui da fronteira. Tínhamos sempre lá as procissões das festas e aquelas procissões da Páscoa, muito certinhas. Nessa altura, como a banda começou a ter um nivelzinho muito aceitável, Cáceres, e mais não sei quem, começou a ouvir a banda e começou-nos a querer também.

Mas aí os anos oitenta foram muito bons, foram muito bons (…). A banda depois tinha os contactos da Espanha. Começámos a fazer intercâmbios e com outras bandas fizemos muitos encontros de bandas, muito bons. E fizemos vários com as bandas de Sesimbra, excepcionais, para efeitos de convívio. Perderam-se um pouco porque agora as bandas, monetariamente, também é muito difícil, não é? As bandas agora têm um encontro de bandas: chegam lá às quatro da tarde de um dia tocam, fazem a actuação, têm um jantar volante e vêm embora. Nessa altura, nós felizmente a situação do país estava melhor, as colectividades conseguiam arranjar meios e voluntariado suficiente. Nós íamos daqui para Sesimbra num Sábado, fazíamos a nossa actuação, dormíamos lá e só vínhamos no Domingo. Tínhamos um fim-de-semana de praia, de convívio com a outra banda. Íamos para Alcácer do Sal conseguíamos fazer convívio com as suas bandas de Alcácer do Sal, excelentes bandas na altura, do mestre Sílvio Pleno, de um senhor que era violoncelista da GNR, o Neves, um excelente regente também…

E nós, nessa altura, eu acho que foi uma das épocas de ouro da banda Euterpe foi a década de oitenta. Por esses motivos todos: tinha músicos, tinha já muitos bons músicos, já sabiam o que faziam (se calhar o mais fraquinho era eu, se calhar, era o regente, pronto), mas com a experiência deles e com o calo que fui adquirindo conseguimos fazer bons serviços."

 

 

 

 

 

 


 

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